Operação
Entregadores e rotas no delivery: despacho, prazo e custo
Quem leva cada pedido, a fila de cada entregador e o custo do motoboy, com o prazo que a loja assumiu copiado para o pedido.
Por Equipe UaiPedi·Publicado em ·6 min de leitura

Quem leva o pedido é metade da entrega. Entregadores e rotas bagunçados atrasam o cliente, e a loja escolhe a comida, o preço e o tempo antes de saber quem vai buscar. Organizar isso no WhatsApp, olhando pedido por pedido, funciona até o volume atrapalhar.
A aba Entregadores do UaiPedi separa quem é da própria loja de quem é contratado, monta a fila de cada um na ordem em que a equipe despachou, e mostra quanto o motoboy custa no que está em aberto. Este guia mostra o que a tela faz, o que ela deixa de fazer, e por que o prazo do cliente vem da configuração em vez de um campo que ninguém preenche.
Equipe da loja e motoboy no mesmo cadastro
O entregador tem nome, telefone com WhatsApp, o meio de entrega e se é da equipe da loja ou de fora. A diferença entre os dois não é um detalhe de cadastro: equipe da loja não tem taxa, porque não é despesa. Motoboy tem taxa por entrega, e ela entra na conta do que está em aberto.
A taxa é o que a loja paga ao motoboy por cada pedido entregue. Com taxa de R$ 7,00 e cinco pedidos na fila daquele entregador, o custo da rota é R$ 35,00. A soma é feita em centavos inteiros, sem média e sem arredondamento, e é a mesma conta que fecha a fatura dele.
Desligar o cadastro tira a pessoa da fila de despacho sem apagar o que ela entregou. O pedido guarda a cópia de quem levou, com nome, telefone e meio, e continua dizendo isso depois do desligamento.
Despachar é escolha de quem atende
No cartão do pedido, na aba Pedidos, quem atende escolhe quem leva. O seletor só aparece em pedido de entrega que ainda está em jogo, e some depois que o pedido é entregue ou cancelado, porque não há mais a quem despachar.
Tirar alguém da rota também é possível, e o pedido volta para a fila. O prazo que o cliente já viu continua valendo: trocar de motoboy no meio do caminho não vira promessa nova.
Cadastrar entregador é do dono, e despachar é da equipe. A conta define o nome, o telefone que o cliente vai chamar e o preço que a loja paga ao motoboy. Despachar é rotina de quem atende, e quem atende sem ver a fila não despacha.
A fila de cada entregador segue o despacho
A fila não é ordenada por bairro, por valor do pedido nem por horário do pedido. É a ordem em que a equipe despachou, e isso é proposital: quem saiu primeiro foi o que a loja prometeu primeiro, e a fila do entregador só funciona se seguir a mesma ordem que a equipe montou.
Quando dois pedidos são despachados no mesmo instante, a fila mantém a ordem em que chegaram na tela. Não existe nada mais fino para desempatar, e reordenar no acaso faria o entregador pular um ponto para o outro.
O botão de trajeto abre a navegação no celular do entregador com os endereços na ordem da fila. Mapa desenhado na tela do painel exigiria chave paga de um serviço de mapas, e o que resolve na hora da entrega é a navegação, não a imagem.
Por que a rota vem em partes
O Google Maps aceita três pontos intermediários por link em navegador móvel, e é no celular que o entregador abre. Uma rota com quinze pedidos numa url só seria recusada pelo serviço, e o entregador ficaria sem navegação nenhuma.
Por isso a rota acima de quatro pontos volta em partes, e cada parte começa no último ponto da anterior, que é onde o entregador estará quando abrir aquela. Sem essa origem, o serviço usaria a localização dele, que já mudou desde a saída da loja, e a rota voltaria para um lugar errado no meio do caminho.
Cada etapa prefere a coordenada do aparelho do cliente quando existe, que é a que acha a porta sem procurar o número. Sem coordenada, entra o endereço escrito.
O prazo que a loja assumiu vai para o pedido
A loja não precisa digitar tempo nenhum. A faixa que já está na aba Entrega é copiada para o pedido quando ele entra em preparo, ou no despacho se a loja despachar antes de o preparo, e é essa faixa que o cliente lê na página do pedido e no WhatsApp.
É uma faixa, e não um minuto exato, porque a loja configura faixa e a faixa é o que está na vitrine. Prometer um minuto exato ali seria inventar precisão que ninguém cadastrou.
O bairro pode apertar o teto. Se o bairro cadastrado na aba Entrega responder com um tempo máximo menor que o geral, esse teto é o que vale para o pedido daquele bairro. Quando a configuração se contradiz e o teto do bairro fica abaixo do mínimo geral, o bairro manda nos dois lados: com mínimo de 30 e teto de bairro de 25, o prazo do pedido é 25 a 25, e não 30 a 30.
O prazo nunca é reescrito depois. Um prazo que muda sozinho deixa de ser compromisso.
O que a tela não promete
Não existe rastreamento ao vivo pela rua, e a tela não mostra que existe. A posição do entregador em movimento exigiria o aparelho dele ligado o tempo todo, e o produto não pede isso.
O custo mostrado é do que está em aberto: os pedidos que já estão em mãos de alguém. Pedido entregue sai da conta, e o total do dia inteiro não é o que aparece no cartão.
O custo de cada rota sai da taxa que estava no cadastro no momento do despacho, e não da taxa de hoje. Subir a taxa do motoboy muda o que o próximo pedido custa, e não reescreve o que a loja já pagou pelos pedidos que saíram.
Quem estava com o pedido continua na fila depois de o cadastro ser apagado, porque o pedido guarda a cópia de quem levou. Apagar o cadastro é para a lista de despacho, e o histórico da entrega é do pedido.
Compartilhe este artigo
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre equipe da loja e motoboy?
Equipe da loja não tem taxa, porque não é despesa. Motoboy tem taxa por entrega, e ela entra no custo do que está em aberto. Com taxa de R$ 7,00 e cinco pedidos na fila, o custo da rota é R$ 35,00, em centavos inteiros e sem arredondamento.
Por que a ordem da fila é a do despacho?
Quem despachou primeiro foi o que a loja prometeu primeiro. A ordem é do carimbo do despacho, e não do bairro, do valor ou do horário do pedido. No empate de dois despachos no mesmo segundo, a fila mantém a ordem em que chegaram na tela.
Quem cadastra o entregador e quem despacha?
Só o dono cadastra e edita entregador, porque nome, telefone e preço do motoboy são decisão da loja. Despachar e tirar da rota continuam com a conta do atendente. A aba fica aberta para os dois.
O cliente vê o entregador?
Vê o nome, o meio e o telefone na página do pedido, com link para falar direto no WhatsApp com quem está levando. A mensagem de WhatsApp do pedido leva o nome e o meio; o telefone fica na página, que é onde o cliente acompanha o andamento.
Como o prazo do pedido é definido?
Pela faixa da aba Entrega, copiada quando o pedido entra em preparo ou no despacho, o que vier antes. O bairro com tempo máximo menor aperta o teto, e quando a configuração se contradiz o bairro manda nos dois lados. O prazo não é reescrito depois.
Por que a rota vem em partes quando há muitos pedidos?
O Google Maps aceita três pontos intermediários por link em navegador móvel. Acima de quatro pedidos a rota volta em partes, e cada parte nasce do último ponto da anterior, que é onde o entregador estará quando abrir.


